PASSAGEM PIA CrlPIA Crl

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1

SINOPSE

Uma Performance que conta a história de “Quatro velhos viajantes que caminham por entre um universo de objectos suspensos, onde através das memórias do passado, que lhes embrulharam a vida, encontram o início de uma nova jornada”, contemplada por uma Instalação sob forma de “Interferências poéticas, que exploram no lugar comum o que de nele melhor existe, a sua multiplicidade de sensações e sentidos, tornando-a única pelo meio que a envolve, emergindo-a do esquecimento e da rotina, transformando-a num efémero lugar de contemplação”.

DESCRIÇÃO

Um projecto de Arte pública, com o intuito de valorizar a intervenção artística em espaço público e o transformar num verdadeiro palco privilegiado à Poesia Visual. Matizada pelo branco e vermelho, engloba uma Performance de Teatro Físico em Andas, recorrendo a Técnica de Máscara, e uma Instalação criada inteiramente através da recolha e reutilização de objectos e desperdícios têxteis, que aqui ganham uma nova forma e vida, mantendo guardadas no entanto, as suas histórias. O tempo desta “Passagem” é de aproximadamente 1 (uma) semana, depende no entanto da dimensão do lugar escolhido/proposto. Após uma prévia análise do mesmo, inicia-se o processo de Instalação in situ, que ocorre usualmente nos primeiros 3 a 4 dias. Ao ser realizado em espaço público, torna-se possível uma maior proximidade da comunidade local a esta forma de abordagem artística, e às etapas que a integram, fazendo com aqueles que por ali passam dia após dia, acompanhem o gradual crescimento desta especial intervenção urbana, acabando por se tornarem parte do público aquando o dia da Performance, o 5º Dia. No 5º Dia, a Performance tem lugar naquele que até então foi espaço de intervenção plástica, e que agora servirá de cenário ao espectáculo. Este “cenário” envolve 5 áreas distintas, quatro nichos periféricos onde cada personagem inicia a sua história, e uma zona central, um local de encontro/baile para a qual convergem no decorrer da mesma.

A dimensão espacial desta Instalação/Performance e o acesso na sua totalidade e sem restrição por parte do público, assim como a sua liberdade de escolher os diferentes espaços que deseja explorar, faz com a mesma se apresente com uma perspectiva e disposição distinta das formas mais usualmente utilizadas nas artes performativas de rua. A proximidade, contacto e permanência com a comunidade/publico, acaba por tornar possível e eficaz um tipo de abordagem mais directo na promoção e divulgação da Performance, assim como do lugar e evento/festival.

Em termos dramatúrgicos, a “velhice” foi o mote que serviu de base a criação da Performance “Passagem”, através do qual se abordou a solidão, as memórias e as limitações físicas e emocionais, reflexo desta que é para alguns a última etapa da vida, mas também a esperança e a procura da felicidade através de encontros e reencontros, que por vezes a mesma nos pode proporcionar. A expansão a níveis aéreos da Instalação e a utilização da Técnica de Andas na Performance, permitiu a criação de um espectáculo passível de ser assistido por um elevado número de espectadores. Embora adaptável a variado tipos de contextos arquitectónicos, são privilegiados como espaço de intervenção os Jardins Públicos e/ou Zonas Verdes, não só dado aos interessantes e agradáveis contrastes de cor que permitem ser alcançados, mas por serem lugares de passagem e encontros diários, em especial da 3ª Idade, em homenagem à qual esta Performance foi criada. O 6º dia dá lugar ao processo de desmontagem da Instalação, permanecendo no local apenas um elemento da Instalação, a Impressão Digital de cada “passagem”, a qual em muitos lugares, ainda hoje é preservada.

 

Ficha Artística

Produção: PIA – Projectos de Intervenção Artística, CRL
Autoria, Direcção Artística e Concepção Plástica: Pedro Leal
Direcção de Produção e Audiovisuais: Helena Oliveira
Figurinos: Maria João Domingues, Olinda Cordas, Filomena Godinho
Instalação e Caracterização Especial (Máscaras): Pedro Leal
Criação e Interpretação: Helena Oliveira / Mafalda Cabral / Ricardo Mondim / Sylvain Peker
Agradecimentos: Joaquim Batista Dias, Miguel Cabral, Ricardo Brás Associação de Reformados e Pensionistas de

Pinhal Novo Vidreira Pinhal Novo, Vidreira Moderna da Moita e ATA – Associação Teatral Artimanha

Duração 90 mins.