Ping Pong PauTeatro de Montemuro e Teatro Experimental do Porto

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5

SINOPSE

É bom reforçar que este texto é apenas um instrumento trabalho. Depois do laboratório já realizado esperamos pelo texto que trará mais novidades (podemos enviar posteriormente) Esta é uma história que conta a vida de uma família tradicional portuguesa que vive com alguma dificuldade derivado á forte redução que a empresa verificou nos últimos tempos. O negócio da madeira deixou de ser rentável, a serração deixou de funcionar dentro dos parâmetros exigidos por lei e a família não se entende. Todos os elementos desta família têm particularidades muito vincadas e consequentemente formas e objectivos de vida diferentes. A personalidade de cada um promove a discordância e soluções opostas na resolução dos problemas. Das poucas coisas que têm em comum é uma tremenda paranóia por doenças, crenças ou algo espiritual que não se consegue definir de imediato. A constante alteração do estado de espirito originado pelas incertezas, desgaste emocional, questões físicas ou fatalidades leva cada um a recorrer às mais variadas soluções, quer sejam elas de caráter cientifico, ou recorrendo aos métodos tradicionais da medicina popular. Esta família é conhecida pelo vastíssimo vocabulário de análise em relação aos problemas quotidianos da sociedade atual. Existe um vasto caminho de reflexão que passa, (por exemplo) por nos certificarmos que as doenças são uma calamidade da nossa sociedade, pois nos tempos que correm todos nós nos queixamos de maleitas de que sofremos, quanto mais não seja porque o vizinho também se queixa e se ele tem eu também devo ter Qual é na realidade o grau de sofrimento que devemos suportar e até onde se torna imperioso tomar um medicamento Qual é a percentagem de doenças psicológicas que contraímos. Quantas vezes nos queixamos porque alguém nos lembrou que lhe dói o calcanhar e nesse mesmo momento nos lembramos que no mês passado nos doeu exactamente no mesmo sitio só que no outro pé O que é doença e o que é “pancada” Que tipo de doença é esta que achamos que o nosso rabo precisa de um arranjo para ficar parecido com a Jeniffer Lopes ou que o nariz precisa de uns retoques para que combine com os óculos de sol, para não falar dos seios que raramente estão do nosso agrado. Os curandeiros, trabalhadores ou fabricantes de mezinhas são simplesmente pessoas que se aproveitam dos outros para ganhar a vida ou devemos compará-los aos psicólogos ou psiquiatras do mundo contemporâneo, que ao “moldarem” a nossa perspectiva nos ajudam a ultrapassar fases da nossa vida menos confortáveis e mesmo doenças? São apenas algumas ideias que despertaram interesse para criarmos um espectáculo que reflicta alguma destas questões pertinentes. O que nos parece interessante é que através destas supostas mentes loucas sejamos confrontados com verdades ou com equívocos que certamente não os iremos resolver, apenas falar deles e descodificar alguns. Também nos parece interessante que esta história seja divertida e subtil, no fundo é brincar um pouco com tudo isto sem deixarmos de parte que haja uma reflexão sobre este paradigma.

 

Ficha Artística

Encenação de Gonçalo Amorim
Texto de Ricardo Alves
Direção Musical de José Salgueiro
Cenografia de Maria João Castelo
Construção de cenários Carlos Cal
Interpretação de Abel Duarte, Eduardo Correia + 2 atrizes
Direção de Produção Paula Teixeira

Duração 75 mins., Público M/12